segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Faces

Impulsionada por um antigo post da dona Meggie lá vamos nós de novo debater outra pergunta. Sabe aquela velha e complicada, ‘’quem é você?”! ?Bem, essa não é uma pergunta que possa ser respondida com total convicção (nenhuma pode, mas vamos prosseguir). Você não é a mesma pessoa para o seu melhor amigo e para o trocador do ônibus. Ninguém é o mesmo de todos os pontos de vista. Usemos eu como exemplo, que assim como todo mundo sou várias. Sou a bobinha que faz de tudo para chamar atenção. Sou a amiga lunática que filosofa até sobre a rachadura da parede. Sou a aluna de alto intelecto que não o exerce plenamente por simples desanimo e/ou preguiça . Sou a moça que diz bom dia ao padeiro e a metida que se acha a mais inteligente. Sou a idiota preconceituosa que acha seus gostos e ideias o centro do universo. Sou a divertida e comunicativa e sou a tímida e retraída. Sou só uma adolescente critica. Sou a garota de 15 com cabeça de 30 e que aparenta 18 e sou apenas mais uma jovem idiota. Sou o fruto proibido e sou só mais uma fruta que caiu do pé.  Sou a metamorfose ambulante e a caxias e conservadora. A maluca que convive com todos os tipos de pessoa e a chata que nem ao menos se dispõe a conhecer novos horizontes. Sou a fria e calculista e sou a carinhosa e preocupada. Sou a que aparentava ser psicologicamente inofensiva, tão alheia, tão física, mas que exatamente por isso já não é mais bem assim, tão ‘inofensiva’.  E sou apenas mais uma que não soube amá-lo. Sou a segura e irreverente, e sou simplesmente unsexy. Sou a que além de bonita e divertida, é inteligente e companheira. E sou a neurótica que cria justificativas para as próprias deduções. Sou a que não está nem ai para nada. Sou a que cisma com tudo. A que certas horas parece respirar maconha ou a que faz parte da vida de alguém querido. Sou a menina do blog e sou a estranha da rua. Sou presente. Sou passado. Sou futuro.
Cada pessoa e/ou situação lhe desperta um ‘eu’ diferente. O qual nem sempre é o que você quer ou gosta, ou até que contradiz totalmente a sua verdade. Então nos resta mostrar ao mundo ou eus nos quais acreditamos, os que nos fazem bem. E privarmos o mundo e nós mesmos dos incômodos. Estar com quem ou o quê nos desperta o melhor, e que nos permitam isso.  De qualquer forma podemos mostrar/provar para quem quisermos os bons e principais eus. Mas ai é necessário disposição e boa vontade, coisa que, dependendo da pessoa, mesmo algumas que nos são importantes, pode não valer a pena.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mais uma crise...


Putz. Sumi daqui ner. Mas bem... Estava lendo um post da minha amiga ultra-romântica que comenta o filme ‘The notebook’... Que ela desejava intensamente viver algo tão forte como aquele amor... E eu pra variar escrevi um comentário questionador quase que maior que o post dela. E acabei por remoer um antigo auto-questionamento. Existem pessoas românticas e as não românticas (e as meio a meio). As não românticas... Elas são assim porque são ou porque a vida as tornou assim? Acredito que cerca de 50% pra cada. Mas e no meu caso que tenho míseros 15 anos e sou extremamente realista mesmo não deixando de ter meu lado ‘mulherzinha’ de vez em quando (realismo que os românticos chamariam de amargura) sendo que nem ao menos tempo para sofrer desilusões (amorosas no caso) tive!? Sou assim porque sou e ponto. Ou não? Uma criança é mais ‘otimista’ por ser despida de preocupações e frustrações. O mesmo acontece com uma pessoa que nunca se decepcionou (mesmo que por falta de oportunidade)! Elas são mais digamos... Ingênuas e abertas!? Mesmo que ultimamente eu tenha tido motivos para deixar de ser tão ‘realista’ continuo a ser. ¬¬’. Não que não acredite no amor. Aff já disse isso. A-c-r-e-d-i-to. Mas também já disse que pra ser amor não tem que ser eterno. Que ninguém completa ninguém... Que as pessoas podem se somar, jamais se completar porque ninguém é metade. Tudo é tão relativo. Hoje mesmo falava sobre isso (no caso na relatividade do ciúme). Há quem odeie ciúmes. Há quem ache a coisa mais linda do mundo. A quem goste de equilíbrio. Mas a maioria diz que gosta da última opção. ‘Pô’. Isso é uma confusão! Ninguém é igual a ninguém e eis a graça da vida. Embromei... Embromei e não cheguei à conclusão nenhuma... Como diria Confúcio... “Não procuro saber as respostas. Procuro entender as perguntas.” Se sou assim porque sou ou porque a vida me tornou assim (mesmo eu não conseguindo enxergar uma única maneira que seja) não quero deixar de ser assim (não mesmo). Mesmo eu sabendo que a minha verdade não é válida para todos e vice-versa continuo a acreditar nela oras. E tento convencer as pessoas a crerem nela. E sei lá quem inventou essa... “ Tudo depende do ponto de vista...” Não consigo achar uma verdade mais verdadeira (ou uma ‘resposta’ mais universalmente adequada). “ Tudo que sei é que nada sei” Também ta valendo.


p.s.: Mais um blog foda com discussões e opiniões sobre o comportamento masculino: Clique aqui

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Absurdos




Dia após dia somos bombardeados com notícias de que foi descoberto mais um esquema político que desvia dinheiro público, De que, mais uma família é absurdamente beneficiada por um de seus integrantes fazer parte da polêmica política brasileira.
São absurdos sem tamanho que estão presentes no mundo todo, mas, em ‘especial’ no Brasil. Não se aborrecer com isso ou ao menos não se chocar é praticamente impossível. Trocar de presidente, governador ou ‘demitir’ meia dúzia de corruptos, enquanto 95% deles não servem para nada, ou só para gastarem o dinheiro do país não mudará nada. Provavelmente a solução seria uma mudança radical, uma ditadura... Uma revolução, pelo menos para não perdermos cada vez mais o orgulho de sermos brasileiros a cada Sarney desmascarado. Ou melhor, pelo menos os que têm a mínima decência de se constrangerem com nossa política. Para que praticamente o triplo do número de políticos do que a média mundial? Para que tanta indignação se não há nenhuma ação? O maior problema é o comodismo. Sou egoísta e ‘brasileira’ demais para abrir mão de uma vida ‘normal’, com problemas normais e tempo para aproveitar os pequenos prazeres da vida para me dedicar de corpo e alma a uma causa que meu teimoso comodismo insiste em declarar perdida. Enfim, sou covarde (ou humana) demais para abraçar essa causa.
Vergonhosamente desejo e espero ansiosamente por um ‘herói’, que nos ajudará e conduzirá ao rumo ‘dum’ país politicamente decente.

p.s.: Mudei o nome do blog por perceber que o antigo não tem nada há ver com o conteúdo. Agora é: www.dentrequestionamentos.blogspot.com




sábado, 22 de agosto de 2009

Ironias





‘ Estive pensando’, nossa sociedade é muito irônica. Estamos comemorando 40 anos de Woodstock, a maior manifestação de uma ‘tribo’ em prol de um ideal já ocorrida que, basicamente poderia ser traduzida assim: Paz e amor= Rock ’n’ roll, rebeldia e sexo. Sem ‘neuras’. Coisas que eles até conseguiram, hoje se você é um bêbado drogado (o.k, exagerei ) ou transa apenas por prazer e com quem bem entender, parabéns, vá em frente, você está apenas curtindo sua vida. Guerra ganha, agora é só relaxar e aproveitar! Certo? Não! Parece que o importante é contrariar , quando finalmente, por exemplo, sexo se torna uma coisa ‘normal’ (mesmo que muitas vezes de uma forma completamente negativa), chegam os que querem revolucionar, os astros da Disney, por exemplo, que, usam uma espécie de aliança que os compromete a abstinência sexual até o casamento, lutando exatamente contra o que a geração 60/70 fez tanto para conquistar. Como dissemos, parece que o importante é se rebelar e lutar contra o que é aceito. São épocas, era a dos roqueiros, hippies, darks... Agora apesar dessas outras manifestações ainda existirem, estamos convivendo mais com a geração emo ou com a politicamente correta. Só o que permanece é a eterna aversão a normalidade, afinal, como diria Shakespeare, "O sangue jovem não obedece a um velho mandato."

p.s.: Sou ‘fã’ do Woodstock (e lamento não termos uma marca tão grande nos dias atuais e, não darmos o devido valor a esse marco da história), não tenho absolutamente nada contra nem Disney, nem emos ou nem ao menos contra os politicamente corretos. Quanto aos ritmos nacionalmente populares prefiro não me pronunciar, continuando alheia.

p.s²: Sexo foi o único exemplo que me veio a cabeça mas isso NÃO é uma 'discussão' para saber se sexo deve ser feito antes ou depois do casamento.

p.s³: Estava sem internet, voltarei a comentar nos blogs.

: )


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Obviedades


Devido ao caos do último post que citou casamento tive que escrever sobre... Amor. Dentre as várias definições e frases prontas para tal, três me chamam bastante atenção: “O amor é como uma guerra, fácil de começar, difícil de terminar e impossível de se esquecer.” “O amor é cego.” E a terceira que conclui todas as outras: “O amor é brega”.

Percebe-se que não sou a pessoa mais romântica do mundo, mas deixando minhas criticas e questionamentos sobre esse universo de lado, eu acredito SIM no amor, só "não sei se há uma definição para tal". O amor pode começar a qualquer hora, em qualquer lugar, por qualquer pessoa, quando menos se espera ou quando mais se espera e pelo tipo de pessoa que parecia a mais improvável ou até mesmo impossível, afinal, “o amor é cego’’. Os opostos se atraem! Existem almas gêmeas, metades das laranjas e tampas das panelas. Você pode se apaixonar pela pessoa mais diferente ou pela mais parecida com você.

O amor é eterno ou amor acaba? Acredito que existam os dois ‘tipos’! Se ninguém é igual conclui-se que nenhum amor é igual. Se não é eterno não é amor? Opiniões à parte. Para concluir só mais uma obviedade que, como o próprio título diz é o que mais há nesse texto: “No amor não há regras! ’’ mais uma frase pronta que, para falar a verdade é a minha preferida e provavelmente a mais verdadeira.


p.s.: Como disseram nos comentários, "não sou romântica mas gosto que sejam comigo".

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Selos

Agradeço muuuito pelos lindos selos Wellington, A-M-E-I.
Os selos ao lado (mais no fim da página) com o título: 'GANHEI' foram indicados pelo Wellington Rodrigues do Blog
Whiskley Lee

Indico eles para

- João do blog Um tal de joão qualquer coisa
- Thainara de Coração de Bombom
- Rafael Cotrin do blog Colapso Extremo
- Ademerson Novais do blog DIÁRIO DE PENSAMENTOS

Gostaria de ter indicado para todos que estão nos 'blogs bem melhores do que esse' e para os blogs também incríveis dos meus seguidores (recomendo), mas só são permitidos quatro.


Agora os primeiros que vieram na minha cabeça mas que não indiquei porque acho que não postariam:

Um abraço para Meggie do blog Pensamentos e Sentimentos, a mulher mais autêntica, companheira, amiga, original, que é boa em tudo que faz (não vou terminar hoje se continuar) enfim um abraço para minha ÍDOLA.
Um abraço para Henrique do blog Into the Wild, que nem preciso dizer que escreve suuuper bem.


quarta-feira, 29 de julho de 2009

The end of the fairy tales...

Essa história de casamento nunca me convenceu, nem quando eu era uma pirralha que no natal, tirava foto com o Papai Noel do shopping. Não que eu não acredite em amor, essa já é outra história. Jurar na frente de um padre/juiz/pastor ou similar, viver ao lado de alguém, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza até a morte, enquanto o mundo diz para vivermos intensamente, sempre nos movendo e mudando e jamais sendo acomodados é contradição demais para o meu gosto.
E viveram felizes para sempre... Francamente, eu sou mais do tipo que acredita que o príncipe da Cinderela a traiu com a Branca de neve.
Não estou aqui para apoiar ou criticar o casamento, só acho que para que uma relação longa e feliz seria preciso muito companheirismo, confiança, conhecimento, paciência e amor, independente do conceito para tal (falou a perita), mas realmente não sei se aguentaria as tantas frustrações de um casamento em função de uma causa maior, mesmo acreditando que isso seja uma forma de amadurecimento. Como diriam, o importante é ser feliz, não sempre, mesmo porque acho isso impossível, mas sempre que possível.